30.08.07
Em nome da boa educação.
Falar palavrão nunca custou tão caro, principalmente para uma escola da cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A punição implantada pelo Colégio Evangélico prevê multa de dez centavos aos alunos que cometerem o deslize de se referirem de uma forma pejorativa em sala de aula. Que, segundo os professores, se irritavam com as palavras-feias saídas das bocas dos estudantes. Se o castigo é duro? Não sabemos. Mas, na verdade, essa medida é válida para salientar a principal função das entidades educacionais: formar e ensinar cidadãos.
A curiosa forma de repreender os impulsos dos alunos surgiu há dois anos, e já esta mostra resultados eficazes na instituição. Incorporado ao linguajar do nosso cotidiano, o palavrão é muito usado no dia a dia. Quando estamos irritados, queremos ofender alguém ou até como forma de desabafo esse tipo de linguajar é automaticamente acionado, muitas vezes até sem pensar.
E foi justamente com a idéia de controlar e policiar essas ações “involuntárias”, que o colégio aderiu ao método rígido. A “pedagogia da multa” foi uma idéia inovadora e, com certeza, poderia tranqüilamente ser adotada fora dos estabelecimentos educacionais. Pois, conter as alterações de humor e pensar antes de proferir algo sujo e agressivo, com certeza ajudaria todos a parar de poluir tanto a nossa língua.
O exemplo dessa atitude é muito bom. Porque é de pequeno que se aprende a conviver em sociedade. E a escola tem um papel importante no contexto social dos alunos. Com isso, esses estudantes estão levando uma lição para toda a vida, que é a de respeito mútuo entre todos. E a forma de conseguir isso foi da maneira mais correta e justa: pelo bolso.
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criado por alex_trombelli@terra.com.br
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