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Terra Blog

08.11.07

Dura realidade

 

“É, companheiro Dualib, eu entendo a sua situação. Ultimamente o meu governo parece muito com o time do Corinthians. A defesa está vazada, o meio-campo não funciona, o ataque é inútil e todo mundo dá pitaco mas ninguém resolve nada. Que São Jorge nos acuda!”

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  • Postado em 21:24:19

04.10.07

Recordações de um curto espaço tempo

Ainda lembro daquele saudoso lugar. Também pudera, como poderia me esquecer? Grande parte da minha infância e adolescência passei ali. Quando ouvia os mais velhos falarem: “essa é a melhor fase da vida”, não dava muita conversa. Agora entendo porque eles vinham com esse discurso.
Naquele tempo, o compromisso era quase nulo. Tínhamos tempo para brincar, jogar conversa fora, sair todos os dias e nos divertir. Mesmo assim, tinham os que reclamavam sempre, queixando-se da escola, dos deveres e das matérias, argumentando que tudo o que nós estamos aprendendo não teria nenhuma finalidade para as nossas vidas, principalmente matemática. Admito, também rogava pragas contra essa ciência até então inútil.
Claro que existiam os que adoravam ir à escola, escutar o que ao professores diziam e assimilar ao máximo aquilo que estavam passando para obter conhecimento, mesmo que limitado, naquele tempo. Não, isso não! Encaixávamos mais no “seleto” grupo de jovens que somente iam pra escola. Aprender que é bom? Não, não tínhamos paciência.
Quase sempre matávamos aula, ora pra jogar bola com as outras turmas, ora pra pular o muro do colégio e ir até o calçadão, para matar o tempo em algum banco vazio da praça, como os vagabundos que lá estavam. Sentíamos inveja daqueles seres ali postados, sempre discutindo assuntos banais, corriqueiros mesmo, como se aquilo a coisa mais importante de todas: sempre na correria, tentando passar alguém pra trás, conseguir dinheiro fácil e levar todos na lábia. A inveja não era pelo estilo de vida optado por eles, mas justamente pela simplicidade e a felicidade daqueles homens. Víamos isso como uma vitória, um exemplo de conquista. Nada é tão complicado como a escola nos passava.
O tempo foi passando e as coisas pioraram. O que antes eram esporádicas fugas, agora se tornava uma atitude normal. Até que grande parte do grupo foi desistindo. Um começou a trabalhar e não tinha mais tempo para o estudo. Outro foi expulso por colocar uma bomba no banheiro. E alguns simplesmente sumiram, sem deixar nenhum vestígio.
Admito que a vontade que sentia era a mesma dos meus colegas. Não suportava mais ouvir tanta besteira, tanta inutilidade junta. Quando meu pai me questionava: O que tu queres ser da vida, guri? Eu respondia: Vou ser músico, jogador de futebol, sei lá! Tenho muito tempo pra pensar. O mais engraçado é que o tempo parece ser eterno nessa fase da vida e que se não fosse por ele, o pai, teria desistido também.
Depois de muita insistência, até por parte dos professores, que tentavam me estimular, tomei jeito. Pena que a ficha caiu somente no último ano. E como todos sabem, correr atrás do prejuízo, nessa altura do campeonato, é complicado. Rever em um ano tudo o que foi mostrado nos dois passados parecia uma tarefa impossível.
Hoje, o orgulho e a satisfação não cabem em mim. Prestes a conseguir o meu primeiro emprego, agradeço infinitamente meu pai, mãe e os professores que me convenceram que não desistir.
Daquela turma, ainda converso com alguns. Não faz muito tempo, quando saia da porta de uma banco, trombei com Felipe, uma dos cúmplices dos tempos áureos. Lembramo-nos das várias aventuras que convivemos. Mas o semblante dele era do da época, parecia abatido, cansado e desanimado. Percebendo isso, logo questionei o motivo. E ele, com um tom de voz ameno, desabafou estar arrependido por não ter terminado o segundo grau. Ele estava entrando na agência bancária para receber sua última parcela do seguro desemprego. Até aquele momento, não tinha conseguido nenhum ganha-pão, tudo por “culpa” do maldito segundo grau.
Triste, a percepção que tive é que aqueles antigos ídolos vagabundos que venerávamos não eram o exemplo que pensávamos que fosse. Os valores mudaram com o tempo, o tempo que tínhamos, quando mais jovens, não nos sobra mais. Agora entendo porque aqueles senhores falavam da melhor fase da vida. Pelo mesmo motivo que aconselho as crianças e adolescentes com que converso. Mesmo assim, não adianta falar, sei porque já passei por essa fase.
Mesmo com todo o ritmo agitado do cotidiano, ainda hoje, quando passo pela frente da minha antiga escola, paro e lembro nostalgicamente da melhor época da minha existência.
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  • Postado em 22:30:46

30.08.07

Em nome da boa educação.

Falar palavrão nunca custou tão caro, principalmente para uma escola da cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A punição implantada pelo Colégio Evangélico prevê multa de dez centavos aos alunos que cometerem o deslize de se referirem de uma forma pejorativa em sala de aula. Que, segundo os professores, se irritavam com as palavras-feias saídas das bocas dos estudantes. Se o castigo é duro? Não sabemos. Mas, na verdade, essa medida é válida para salientar a principal função das entidades educacionais: formar e ensinar cidadãos.
A curiosa forma de repreender os impulsos dos alunos surgiu há dois anos, e já esta mostra resultados eficazes na instituição. Incorporado ao linguajar do nosso cotidiano, o palavrão é muito usado no dia a dia. Quando estamos irritados, queremos ofender alguém ou até como forma de desabafo esse tipo de linguajar é automaticamente acionado, muitas vezes até sem pensar.
E foi justamente com a idéia de controlar e policiar essas ações “involuntárias”, que o colégio aderiu ao método rígido. A “pedagogia da multa” foi uma idéia inovadora e, com certeza, poderia tranqüilamente ser adotada fora dos estabelecimentos educacionais. Pois, conter as alterações de humor e pensar antes de proferir algo sujo e agressivo, com certeza ajudaria todos a parar de poluir tanto a nossa língua.
O exemplo dessa atitude é muito bom. Porque é de pequeno que se aprende a conviver em sociedade. E a escola tem um papel importante no contexto social dos alunos. Com isso, esses estudantes estão levando uma lição para toda a vida, que é a de respeito mútuo entre todos. E a forma de conseguir isso foi da maneira mais correta e justa: pelo bolso.
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  • Postado em 21:14:20

meu blog

Olá! Meu nome é Alex e este é o meu primeiro blog. Na verdade, eu nunca me interessei muito em criar um espaço assim, mas o interesse para com o principal tema para o qual ele foi criado - as desgraças em geral - me animaram a partir pra essa experiência. Como disse, esse blog tem o intuito de falar sobre desgraças em geral, desde a mais simples, até a mais esdrúxula. Bom, pra começar bem, irei postar um texto que fiz para faculdade, na aula de redação jornalística. o resultado? Leiam     
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  • Postado em 21:06:25